domingo, 15 de dezembro de 2013

Chile - Santiago





Bienvenido en Chile! A escolha pela visita ao Chile foi primeiramente por ouvir muito bem desse país por outras pessoas que aqui estiveram. Depois, foi por querer conhecer a neve! Fomos ao final de agosto/2013 e quase chegando em Santiago já nos deparamos com um visual incrível, as Cordilheiras dos Andes! Embora sobrevoamos apenas por uma mínima parcela dela, podemos notar a grandeza e beleza desse lugar que se estende por toda a costa do continente sul americano, desde o Chile e Argentina, até quase chegar ao mar do Caribe, atravessando quase 8000 Km de cordilheira. A cordilheira estava com neves nos topos, como nos desenhos! A melhor época para se ir, para quem quer muita neve, é em julho.


Existe muita coisa para falar de Santiago. Ficamos poucos dias, porém deu para se apaixonar pelo local. Nos hospedamos em um Hotel Kennedy, considerado 5 estrelas e muito bem avaliado no TripAdvisor. O hotel é simplesmente magnífico, e existem pessoas até para abrirem a porta para você passar. O café da manhã fantástico e os funcionários estão super bem dispostos a te atender e te entender (caso você fale, como eu, um excelente portunhol). MAS, embora super recomendo o lugar, não voltaria por questão do valor. Muito caro para meu bolso e um luxo do qual não estou procurando.




A localização do qual nosso hotel fica é um bairro considerado de classe alta para os padrões de Santiago, mas um lugar também bem estratégico, pois existe uma estação de metrô a 10 minutos andando (Escuela Militar - Linha Vermelha) e quase em frente há um shopping chamado "Shopping Arauco".



Ainda fico deslumbrada ao ver as fotos desse shopping. É um shopping muito lindo, com diversas atrações desde restaurantes até lojas super luxuosas. Além disso, o local é muito agradável e há muitas pessoas por lá. Fora que a área externa é bem grande e a interna muito maior. Eu que sempre achei o Shopping Dom Pedro (em Campinas-SP) muito bonito, descobri que não conhecia nada de shoppings .. rs.




Ainda, existem diversas lojas famosas e na parte superior externa é destinado exclusivamente para nosso sofrimento feminino ao ver lojas fantásticas (e caras) no mesmo corredor. Bom, eu fiquei só na vontade mesmo. Ainda, a decoração dessa parte são estilos de bolsas - Uma graça!





Ainda, como não pode faltar, existiam os restaurantes e cafés mais tradicionais, como Starbucks, Mc Donalds, Pizza Hut, entre outras marcas que todos conhecemos.





Mas, uma coisa que vi e não pude deixar de experimentar foi um lanche do Mc Donalds, "Cuarto Palta". Para os que não conhecem, "palta" em espanhol significa "abacate" e sendo o Chile um dos maiores exportadores de abacate do mundo, a bendita fruta que para nós (de início) chega a ser nojento pensar junto a um lanche, é um dos pratos mais típicos no Chile. Sim, abacate e frango, salada de abacate, sushi de abacate... e, não podia faltar, lanche do Mc Donalds de abacate. E lá vai eu experimentar!


É, até vale a pena experimentar, mas o lanche não ficou bom não, rs. Para mim não foi aprovado, mas se passar por lá, experimente. Mas, ao contrário do lanche, a comida com abacate fica divina! Meu preconceito ao saber desse costume se esquivou no momento que eu senti a delícia do sabor dessa fruta (apenas fruta no Brasil) com diversas comidas! Mas o lanche não é bom! rs



Uma outra coisa que pesquisei e é típico lá no Chile é o helado (sorvete) deles. Na realidade, não tem nada demais, a não ser a casquinha em cima do sorvete e não o sorvete em cima da casquinha. O gostoso é saboroso, mas nada diferente do Brasil. 



Já embalando em lugares gostosos e comida, existe um lugar que foi muito bem recomendado chamado "Patio Bellavista". O lugar é fantástico e super recomendo se for para Santiago. É um quarteirão inteiro, fechado, com entradas em todas as laterais e dentro há desde lojinhas de artesanato até restaurantes e bares. Muito agradável e bonito! 





Jantamos duas vezes lá em um tipo de barzinho. No primeiro dia era um chamado "OpenBox". Tinha um estilo bem legal e agradável. Você pode comer tanto em cima como embaixo. O foco desse lugar é mais voltado para comidas japonesas, mas também servem outras coisas. Nós fomos de pizza mesmo! (não me recordo do sabor, mas estava bom!).






Outra coisa que experimentamos foram as duas típicas cervejas chilenas, Austral e Kunstmonn. Até onde entendi podemos entender que é a Brahma do Brasil, boa e todo mundo toma! Eu gostei mais da Austral, mas recomendo ambas!


Outro lugar que comemos lá também foi o "Dublin Irish Pub". Para quem conhece o ambiente de pub, esse não foge a regra. Um lugar bem grande e bem tranquilo. Aqui tivemos um pouco de dificuldade para entender o garçom que falava um espanhol super arrastado e rápido, mas teve toda a paciência e nos atendeu perfeitamente!


Uma coisa que pude perceber no Chile é que a grande maioria dos garçons recebem a gorjeta (além da mencionada na compra). Por exemplo, no Dublin, quando pagamos ficamos esperando sentados na mesa mais ou menos uns 20 minutos esperando o garçom vim com o troco. Na realidade, ele tinha voltado a trabalhar e não sei dizer se ele esqueceu de nos dar o troco ou se achou que o troco era dele. Mas também não falou nada e depois de 20 minutos ele veio com o troco. Isso aconteceu também em outros lugares de Santiago, os garçons te deixam esperando na "expectativa" que você vai esquecer do troco ou doar. Enfim, como estávamos contando as moedinhas, precisávamos do troco!


Andamos muito no Chile de metro, o que recomendo por ser super limpo e organizado. Porém, como o mesmo fecha 23h, 23h30, na volta do patio Bellavista tínhamos que pegar táxi e é algo extremamente caro no Chile. Tinha ouvido falar que era barato, porém, só se formos muito "sortudos", pegamos alguns táxis muito caros, algo em torno de R$ 100,00 a corrida (em uma distância não tão longe). O que costumávamos procurar (porém, cautelosos), eram vans (umas vans brancas que tem lá) que ficava em torno de R$ 30,00 a corrida. Fiquem expertos que embora os chilenos gostem muito de brasileiros (e odeiam argentinos!), negócios são negócios e eles passam a perna mesmo se você bobear! (não como no Brasil, óbvio).

Na época que fomos, não estava tão frio durante o dia. Chegava entre 10º e 20º durante todo o dia. Mas a noite esfriava um pouco. Não nevou enquanto estávamos em Santiago. Na realidade, perguntamos a um taxista se costuma nevar em Santiago e ele nos disse que não é tão frequente, que neva mais realmente nas montanhas.


Continuando na vida noturna de Santiago, descobrimos que lá há um lugar que eu sempre quis conhecer, o Hard Rock Cafe - Santiago! Como foi o único que visitei até hoje, não sei dizer se são do mesmo padrão, porém simplesmente adorei o lugar! E claaaro, tive que comprar uma camiseta (clássico!).





Uma coisa que vendo o cardápio e aproveitei para experimentar foi o Pisco Sour. Acredito que posso assimilar essa pedida "típica" a nossa caipirinha. É um tipo de bebida (similar a nossa cachaça) batido com limão e açúcar. Bem saboroso! Trouxe até uma garrafinha de Pisco para casa!


Na verdade, embora seja altamente recomendado quando for ao Chile experimentar essa bebida, um garçom nos contou que o Pisco Sour não é de origem chilena e sim peruana. Na realidade eles começaram a fabricar cerca de 300 anos depois do Peru. Mas, independente de quem seja, é muito bom!


Um dos rios mais importantes de Santiago é o chamado "Rio Mapocho". O rio é o resultado do degelo das Cordilheira dos Andes. Quando chegamos em Santiago, nosso taxista nos disse que estávamos passando embaixo desse rio (existe uma parte em que a rodovia passa embaixo).


Agora, falando um pouco dos pontos turísticos de Santiago, podemos começar mostrando o famoso "Mercado Central de Santiago". Podemos começar falando que o lugar é bem fedido rs Tem um cheiro muito forte de peixe, mas não no bom sentido. Além de ser um lugar com uma gastronomia bem variada, é um local histórico do Chile. O local foi erguido em 1872 com ferro fundido da Escócia.



Uma das coisas mais presentes nesse mercado são os garçons que tentam a qualquer custo te trazer para saborear os sabores do local. Se passar por lá, com certeza terá um ou mais garçons te puxando. O lugar não é tão grande e dentro ainda há algumas lojinhas do tipo feirinhas com souvenirs.


O que é mais famoso dentro desse mercado é a famosa Centolla. Esse é o famoso caranguejo gigante do pacífico. No mercado central há vários restaurantes que servem. Existe um que domina grande parte do local, chamado "Donde Augusto" que foi onde comemos, porém, não é um lugar que eu recomendo muito. Primeiro porque os garçons querem pegar tantos clientes que não se importam com mais nada. Mas enfim... peguei uma centolla pequena. Eles trazem na mesa e fazem todo o trabalho de corte na sua frente. Eu gostei sim... não sei explicar o gosto... mas é bom! Porém, caro! Se prepare, pois em uma centolla pequena paguei uma média de 50.000 pesos chilenos, algo em torno de R$ 300,00 (por causa da Centolla perdemos a hora para conhecer a Vinícola Concha y Toro que falaram ser fantástica - #ficaadica).


Já no Brasil fechamos alguns pacotes de viagem. Um deles foi o passeio por alguns pontos turísticos de Santiago. Não sei ao certo o custo, mas a empresa parece ser bem organizada, com guias que falam espanhol e inglês, e alguns ainda arriscam várias coisas em português. A empresa chama-se "TurisTour".



Um dos locais que conhecemos foi o Cerro Santa Lucía. Esse é um morro com uma vista magnífica por Santiago inteiro. É um lugar muito bonito para apreciar! O guia nos mostrou uma foto de como era o lugar no início. A foto estava em preto e branco e era apenas um morro, sem nada. Após isso o morro foi utilizado como fortaleza para guerras. Foi a partir de 1872, no governo de Benjamín Vicuña Mackenna que o morro foi remodelado. O local abre das 8:00 as 21:00 e a entrada é grátis!





Atualmente o local é cheio de arquitetura, com fontes, flores e uma vista maravilhosa. Abaixo segue o Terraço Neptuno.



A subida, nas escadarias é longa. Algo em torno de 70 metros acima.






No topo do Cerro Santa Lucía da para se ver Santiago inteiro e, se não estivesse nublado, as cordilheiras. Porém, infelizmente não pudemos ver essa vista.



Nossa próxima parada foi a famosa "Praza de Armas". Essa praça quando visitamos com o guia, era bem de manhã. Existiam pessoas caminhando normalmente, porém quando passamos por conta, mais a tarde, a quantidade de pessoas e barulho era muito diferente. Existiam pessoas fazendo artes como dança, palhaços, músicas ou pintura, muita gente sentada, muita gente andando, foi bem diferente de quando chegamos com o guia.


Essa praça é muito famosa pela história que aqui reside. O nome vem bem de antigamente, onde era o local onde se guardavam os armamentos para defenderem a cidade dos ataques indígenas. Acima está a estátua de Pedro de Valdívia, que foi o homem que em 1541 fundou a cidade de Santiago.

Abaixo segue imagens de locais históricos que existem nessa praça, como por exemplo a Catedral Metropolitana. Essa catedral é considerada patrimônio nacional de Santiago e foi construída em 1789, sendo esta a quinta igreja construída neste mesmo lugar, pois as duas últimas foram destruídas por terremotos.  

Catedral Metropolitana

Catedral Metropolitana - Interior

Catedral Metropolitana - Interior

Museo Histórico Nacional

Correo Central

Mapa antigo de Santiago

Continuando nosso passeio, visitamos também a Palácio la Moneda. É o local onde se estabelece a sede do governo. Vimos apenas o lado externo. Nosso guia nos explicou que quando o Chile entrou com problemas financeiros, a moeda local começou a ser feita nesse local (por isso o nome). Ainda, o presidente morou um tempo aqui, porém hoje é apenas a sede do governo.


Uma das atrações mais procuradas por turistas é a troca da guarda, porém nós não chegamos a ver, mas falam que é uma coisa bem legal.






Ainda, nos levaram para um lugar onde o guia chamou de "futuro do Chile", pois é uma avenida que abriga vários tipos de universidade e escolas, tudo em uma avenida só.





Santiago é um lugar que fica entre o novo e o antigo, ou seja, da mesma forma que rege por grandes construções das mais avançadas tecnologias, também transpira história de séculos atrás. Fica bem notável isso quando se anda por Santiago e uma foto que frisa muito isso é a localização da Igreja de São Francisco. Digo isso por há a igreja e uma construção bem moderna bem ao lado.



A Iglesia de San Francisco é a construção mais antiga do Chile e local onde fica a padroeira da cidade de Santiago, a Virgen del Socorro. Em 1998 foi candidata para ser um dos patrimônios históricos pela Unesco.


Abaixo segue uma foto do "calçadão" de Santiago. Como era bem de manhã não havia quase ninguém, porém no período da tarde é bem parecido com São Paulo, lotado de gente andando, gente pedindo, gente trabalhando... uma loucura!



Um dos locais famosos de Santiago é o bairro "Paris Londres". É um bairro que decidimos ir, porém não há nada demais, apenas a beleza da arquitetura europeia. É apenas duas ruas que se cruzem nessa arquitetura. Vale a pena ir apenas para conhecer, porque é bem bonitinho!





Uma coisa bem legal sobre o Chile é que eles não tem bombeiros como nós. Os bombeiros são cidadãos normais que como voluntários atuam como bombeiros, sem receber um centavo do governo. Na realidade são outros países que ajudam os voluntários, como os EUA, por exemplo. Dessa forma, a estátua abaixo foi feita em homenagem a todos os voluntários que ajudam como bombeiros, que arriscam a própria vida para salvar a de outros sem receber nada em troca.



Outra coisa que dá para se notar no Chile é a questão dos carros. Lembra muito São Paulo, com muitos carros na rua e muito trânsito. Uma coisa engraçada é que muitos carros estão batidos, e pelo jeito eles não consertam. É difícil você passar em uma rua e não encontrar algum carro batido. Outra coisa interessante é que não existem muitas motos. A grande maioria é carro.




Santiago é um lugar muito gostoso de ficar e os chilenos gostam muito de brasileiros.












Uma curiosidade que o guia nos contou é que a cada 30 anos existe um terremoto de grande escala no Chile, onde o último foi em 2010, aquele que vários chilenos ficaram soterrados dentro de uma mina, onde uma capsula feita pelos EUA salvaram eles. Fica a dica: não ir para o Chile no ano de 2040!

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