domingo, 12 de janeiro de 2014

Chile - Valparaíso




Junto com Viña del Mar o passeio constava também, por serem bem próximas, Valparaíso. Essa é uma cidade de suma importância histórica para o Chile e já foi uma das cidades mais importantes economicamente. No passado, Valparaíso era a entrada marítima para as demais regiões, sendo um dos portos mais importantes. Com o passar dos anos isso diminuiu e Valparaíso chegou a ficar em uma situação econômica bem preocupante. 


Atualmente, embora o porto ainda funcione, o turismo também é algo que ajuda a cidade. Antes de ir, li alguns blogs de viagem sobre Valparaíso e existia um que deixou bem claro, que Valparaíso é uma cidade que ou você de cara gosta, ou você odeia, pois não existe um meio termo. Na minha opinião, gostei! Na realidade não há nada de muito diferente do Brasil, mas é uma cidade interessante.


Ônibus desativados - Trolleybuses


Palmeira doada pelo Brasil à Valparaíso

Teatro Municipal


A coisa que se faz mais presente em Valparaíso são seus inúmeros morros. Nós fomos de ônibus e já quero aproveitar a oportunidade para elogiar nosso motorista. Se você não manja muito, nem adianta se arriscar a dirigir veículos pesados, pois as ruas são muito íngremes e estreitas. Em alguns pontos até achei que o ônibus não ia subir, mas o motorista sabia o que estava fazendo.


Lá do alto podemos notar uma parede pintada, toda colorida. Essa é uma das casas do famoso "Pablo Neruda". Pablo Neruda foi um importante poeta chileno, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1971. Faleceu em 1973, causado por um câncer de próstata mas suas obras são admiradas até os dias de hoje. Além de ser de suma importância para a Literatura, o Chile tem muito orgulho do poeta e suas casas (uma em Valparaíso, uma em Isla Negra e uma em Santiago) são muito procuradas pelos turistas que aqui vem. Nós não entramos para conhecer, porém sei que é possível.


A vista em um dos morros que fomos dá para se ver todo o porto e as casas morro abaixo.





A descida fomos a pé, onde foi possível ver e conhecer mais de perto do que é Valparaíso. Existem muitas artes pintadas nas paredes e casas coloridas das quais lembram muito do Pelourinho, em Salvador. O lugar é antigo, porém o colorido das artes, das pinturas dão um toque mais alegre ao lugar. É de fato um lugar de opinião. Eu no caso achei bem bonitinho. A cidade também é muito calma e não vi muitas pessoas nas ruas.










Como eu disse, a cidade é totalmente construída no morro, e alguns dos transportes coletivos não chegam ao topo com tanta facilidade. Assim a cidade desenvolveu funiculares (também conhecido como Ascensor Artillería). São 15 no total e hoje são considerados monumentos nacionais e uma das atrações procuradas por turistas. Porém, hoje apenas alguns ainda funcionam, os demais estão desativados.


Fomos ver para crer esse "transporte". Existe um custo xucro (não lembro o valor, mas era irrisório), e entramos. A cabine é muito antiga e cabe uma quantidade X de pessoas. Dá um certo medo com relação a insegurança, porque o lugar, as instalações são muito antigas. A cabine vai andando lentamente e rangendo muito. A velocidade acho que não passa de 5Km/h (é quase parando) e chegamos embaixo em segundos. Quando uma desce a outra sobe, então tem que estar sincronizado. Com a construção do metro os funiculares ficaram realmente apenas para visita turística. 



O centro de Valparaíso é bem "apertado". As ruas são muito estreitas e acabem sendo um caos andar de carro por lá. Existe uma praça, Plaza Sotomayor, que constam construções bem antigas e importantes historicamente para o Chile. Esse foi o local das primeiras construções da cidade, como a Iglesya Paroquial e o convento de San Augustin.

Sede da Armada Chilena

Abaixo é um monumento conhecido como "los Heróes de Iquique", um mausoléu subterrâneo onde estão enterrados os combatentes da batalha final da Guerra do Pacífico, desde marinheiros até o herói-mor da Marinha chilena, Arturo Prat.

 los Héroes de Iquique

A construção abaixo fiz questão de tirar foto, pois foi o primeiro hotel 5 estrelas construído em Valparaíso. No passado esse era um local muito chique. Hoje não sei quantas estrelas tem, mas pelos padrões que conhecemos hoje, se houver estrelas são bem poucas.


Mais uma placa de Zona de ameaça de tsunami

O último passeio e não menos importante, foi conhecermos o porto de Valparaíso. Não é tão grande se você tem como parâmetro o porto de Santos (em São Paulo). Mas mesmo aqui no porto existe um passeio que chama a atenção de vários turistas, o passeio de barco para conhecer os leões-marinhos! Existe um custo, algo em torno de 10.000 pesos chilenos (~ R$ 60,00), mas digo que vale totalmente.



Nós que nunca tínhamos visto leões-marinhos de perto, ficamos babando neles. É claro que ali eles não pareciam tão fofos e o lugar não cheirava muito bem, mas valeu a pena.



Ali no porto há muitos leões-marinhos e eles dormem todos juntos e nos lugares mais inusitados. Consegui pegar exatamente o momento que um deles caiu na água. A princípio pareciam até que estavam todos mortos, mas depois começaram a se mexer normal.



Ao por do sol foi a deixa para voltarmos para Santiago. Uma imagem linda!


Como disse no início, ou você gosta de Valparaíso, ou você odeia. Eu, mais uma vez, amei! Para quem gosta de história é o lugar ideal. Para quem não é muito ligado não sei se é um passeio que compensa. Na frente do porto há muitas lojinhas de artesanato que é possível comprar lembrancinhas. Por aqui me despeço de Valparaíso! #ontheroad


sábado, 11 de janeiro de 2014

Chile - Viña del Mar

A viagem para Viña del Mar era um passeio que já estava fechado em nosso pacote, porém é totalmente padrão, se for para o Chile conheça também Viña del Mar e Valparaíso. Então fomos nós lá! A agência que nos levou até lá foi a TurisTour, onde o mesmo havia guia que falava em Espanhol, Inglês e falava um pouco do Português. Dava para entender tudo tranquilamente.


Nossa viagem começou ele explicando um pouco sobre o Chile como um todo, que é um país que possui uma extensão vertical muito grande, porém a horizontal é bem restrita. Disse também que é um local que a cada 30 anos o país passa por um terremoto de grande escala.

O caminho para Viña del Mar é cheio de vinícolas e plantação de abacates. Um caminho bem tranquilo. As rodovias são bem sinalizadas.


O centro da cidade de Viña del Mar não é tão bonito, porém os lugares mais próximas ao mar são cheio de flores, assim, mais limpos e mais graciosos.



Nossa primeira parada foi em um parque chamado de "Quinta Vergara". Esse é um parque muito bonito, onde existe dentro a ex casa (conhecida como "Palácio Vergara") do fundador de Viña del Mar, José Francisco Vergara.



Uma coisa muito famosa que existe dentro desse parque é o Anfiteatro Quinta Vergara, um lugar extremamente grande e o evento mais famoso que lá ocorre é o "Festival Internacional de la Canción de Viña del Mar", onde a primeira grande apresentação foi em 1960 e desde então é símbolo do evento. Em 2002 o local foi remodelado e hoje tem capacidade para 15.000 pessoas.




Uma observação que quero compartilhar é que no Chile há muitos cachorros nas ruas, bem parecido com o Brasil, porém o que difere do Brasil é que aqui os cachorros de rua são magrelos, feios, mal tratados. Mas no Chile não, os cachorros, embora de rua, são gordos, bonitos, pelos brilhantes... acredito que o povo chileno, cuidam bem ou pelo menos não mal tratam os cachorros de rua. O Brasil poderia seguir esse exemplo também!




Esse é o Palácio Quinta Vergara, hoje impossibilitado de entrar por conta da fragilidade que o lugar se encontra após um terremoto, porém antes o lugar foi comprado pela prefeitura e era destinado a obras de arte.





Por todo o parque você encontra várias esculturas e muita arte. O lugar é limpo e os chilenos tem bastante cuidado com o local, símbolo da história local.



Continuamos nosso passeio e Viña del Mar foi se apresentando bem parecido com o Brasil, nada de tão diferente.


Mas uma das minhas grandes expectativas desse local estava por chegar, um moai (Rapa Nui). Eu tenho uma vontade imensa de ir para a Ilha de Páscoa, e mesmo muitos dizendo que não há nada lá embora o Rapa Nui que conheci em Viña del Mar, me fiz uma promessa de um dia ir lá, pois essa visita apenas me atiçou a curiosidade. Essa estátua foi um presente para Viña del Mar e pertence ao museu Fonck (local branco ao lado). 


Essa estátua veio diretamente da Ilha de Páscoa, onde ninguém tem o conhecimento de quem os fez (detalhes do lugar, quando eu for para lá! rs). Mas é extremamente curioso quão perfeito foi a modelagem dessa estátua.. enfim, só me deixou com mais vontade!






Gosto de tirar fotos com as placas para que tenhamos noção que a sinalização é uma para todos. Pelo menos no Chile a sinalização é bem parecida com a brasileira.


Abaixo segue o Casino Municipal de Viña del Mar. Não chegamos a entrar, apenas vimos pelo lado de fora, mas parece ser um lugar muito bonito. Foi inaugurado em 1930.



Existe uma construção muita famosa em Viña del Mar, chamada Castelo Wulff. O castelo está na beira do oceano e foi construída a pedido do Sr. Gustavo Wulff, mas foi remodelada com o passar dos anos até chegar o que conhecemos hoje, com uma arquitetura bem parecida com um castelo. Hoje é um patrimônio histórico da cidade. É possível entrar no local, mas nós vimos apenas de longe (uma pena!).



Aqui começa meu primeiro contato visual com o oceano pacífico. Para quem a vida inteira teve contato apenas com o oceano atlântico, é legal saber que você conheceu um outro oceano, ou seja, começou a ver aquilo que a sua professora de geografia vivia falando.







Paramos para almoçar em Viña del Mar antes de seguir viagem. Um lugar bem bonitinho e bem aconchegante esse.





Aqui experimentei o famoso abacate como comida (e não fruta). Esse era um abacate com um tipo de maionese de frango, acompanhado com um delicioso vinho tinto. MARAVILHOSO! Adorei o abacate como comida e simplesmente tirei esse preconceito. Muito bom, recomendo!


Na frente do restaurante há uma praia, e foi nesse momento que pude ter um contato com o pacífico. É extremamente mais gelado que o oceano atlântico. Não entrei (muito frio), mas já valeu a pena!












Toda vez que via essa placa ficava com medo (área com risco de tsunami).



E para finalizar o passeio por Viña del Mar, o famoso relógio de flores. infelizmente não paramos, porém de longe pude notar que é bem bonito, igual o de Poços de Caldas, aqui no Brasil, mas é muito maior que o daqui.


Por aqui me despeço de Viña del Mar. Um lugar muito bonitinho, bem cuidado, que vale uma manhã para conhecer. Embora muito importante para o turismo do Chile, não há nada para se passar uma longa temporada aqui. O que sei é que o lugar no verão bomba por conta da praia, mas para nós brasileiros que temos um imenso litoral, não sei se seria de muita utilidade. Mas gostei de conhecer e acredito que se passar por Santiago, conheça Viña del Mar! #ontheroad